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CONSIDERAÇÕES SOBRE A MOSTRA 10 ANOS DE GRUPO SENSUS 

Na antiguidade clássica, os gregos usavam a imagem de um barco, que deve atravessar o oceano, comparando-a com o ser humano, que deve realizar a travessia da vida. Isso, além de nos remeter à condição temporal de finitude, pois toda travessia tem um ponto de partida e chegada, traz a questão da nossa vulnerabilidade, visto que, durante essa travessia, iremos nos deparar com as surpresas, as intempéries e as condições adversas impostas diuturnamente que, por vezes, tornar-se-iam mais amenas com a ajuda e companhia do outro. O fato é que, nessa travessia, queremos ser felizes.

 

Entretanto, o cuidado de si não pode simplesmente deixar de lado as dificuldades, mas não deve sucumbir a elas. Trata-se de encarar a vida com criatividade e estilo, pensando que uma travessia poderá ser mais feliz e tranquila, com sensibilidade, leveza e beleza, compartilhando os desafios e as alegrias e convivendo de forma respeitosa e solidária com o outro, num contínuo processo de descobrimento e aprendizado. Nesse sentido, a lucidez das palavras do poeta Fernando Pessoa serve de acalento e incentivo para a nossa travessia: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Realmente, não há precisão no viver. Porém, há uma necessidade urgente de uma educação para o cuidado, em todos os níveis, áreas e disciplinas, que oriente o homem a se voltar para o seu interior e promover a difícil, porém possível,  tarefa de se enxergar e buscar melhorar-se intimamente, fato que implicará a capacidade de resistência à nossa barbárie interior – batalha mais difícil e que, ao longo de toda a história da civilização ocidental, foi deixada de lado.

 

Acreditamos que a reforma íntima de cada um irá repercutir em uma transformação do meio externo, contribuindo para um mundo melhor. Também, há outra exigência para nos ajudar a lidar com a imprecisão da travessia da vida: ter a consciência da necessidade de uma ajuda mútua entre os seres humanos. Precisamos de uma educação que nos ensine a conviver solidariamente, principalmente, quando nos propomos a cuidar. Em suma, o entendimento do cuidado de si, cuidando do "outro", ambas entendidas como a auto ética, é muito valioso e importante, pois a sua prática deverá ser capaz de possibilitar a transformação interior permanente do homem, em prol de um ser humano cada vez melhor, em consonância consigo e com o coletivo. Ou seja, um ser humano crítico, criativo e cuidante. 

No entanto, ressaltamos: cuidante de si e do outro.

http://queroincentivar.com.br/leis-de-incentivo/proac/                     

http://queroincentivar.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/03/LeiProAC.pdf